Freixenet: visita à maior produtora de cavas do mundo

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NOTA: a Freixenet é visitada como parte do passeio Vinho e Cava, testado pelo passaporte BCN. Clique no link para saber mais detalhes sobre o passeio, incluindo fotografias e comentários.
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O passaporte BCN recebe hoje, com muito orgulho, uma colaboração da Débora e o Fernando, autores do blog Brincando de Chef. Eles dedicaram uma manhã, em sua visita mais recente a Barcelona, para conhecer a Freixenet, uma das produtoras de cava (vinho espumante produzido principalmente na Catalunha) mais conhecida do mundo.

Com textos da Débora e do Fernando, confira se, na abalizada opinião dos dois, esse é um passeio que vale a pena fazer. Agradecemos muito a gentil colaboração.

Veja também o extenso texto que preparamos sobre Sant Sadurní d’Anoia e a região do cava, incluindo uma visita a empresa Codorníu. Pode ser uma ótima alternativa se você estiver procurando um delicioso bate-volta.

Veja também o lindo passeio de ônibus que visita três vinícolas da região do Penedès, incluindo a Freixenet.

Visita à Freixenet

A maior parte da produção de cava, o famoso espumante espanhol, ocorre na região de Penedès, bem perto de Barcelona. Quem está na cidade pode destinar algumas horas para se dirigir a uma das bodegas e realizar visita guiada com direito a degustação.

A mais conhecida é a Freixenet, que cobra 7,50€ por visitante e exige agendamento prévio pelo site (clique aqui). Há sempre um horário pela manhã e outro à tarde, com pequenas variações dependendo da época do ano.

Uma grande vantagem da Freixenet é a facilidade de acesso pelo transporte público. Basta ir até as estações Plaça Catalunya ou Barcelona Sants, procurar pela línea 4 de Cercanías RENFE e embarcar no sentido Vilafranca del Penedés / Sant Vicenç de Calders. Daí é só desembarcar na estação Sant Sadurni d’Anoia. Da plataforma já se avista a sede da Freixenet, situada a poucos passos da saída da estação, do lado esquerdo. O trajeto de trem dura uns 45 minutos, mas a dica é chegar à estação de partida com antecedência mínima de 65 minutos em relação ao horário agendado na vinícola. É que da mesma plataforma saem trens para outros destinos, e talvez seja preciso esperar alguns minutos – sempre atento aos monitores de informação – até o embarque no sentido correto.

Uma opção disponível desde 2012 é o Freixetren, um bilhete combinado que, pelo preço de 11€, inclui passagem de ida e volta e também a visita guiada. Está à venda em qualquer estação do Renfe Cercanías de Catalunya.

Chegando à Freixenet, a visita começa com a exibição de um vídeo sobre a história da empresa, desde o início das atividades até o crescimento dos negócios da companhia pelo mundo. Passando, claro, por imagens de anúncios clássicos da marca.

Na sequência, o guia reúne os visitantes e inicia um percurso até a cave, repleta de barris e garrafas.

No caminho, oportunidade para aprender o básico sobre o processo de elaboração e o armazenamento da bebida.

É a hora de entender, por exemplo, a diferença do espumante brut para o demi sec.

Mas não espere que grandes detalhes, além desse, sejam transmitidos espontaneamente: se quiser realmente aprofundar seus conhecimentos, deixe a timidez de lado e faça perguntas.

Em um determinado momento, todos sobem em um carrinho aberto nas laterais. O condutor trava bem as portas e dá a partida. Alguns visitantes esboçam o sorriso, imaginando que chegara a hora de, literalmente, sair a campo para conhecer o cultivo das uvas. Nada disso! O veículo circula apenas por dentro do depósito da Freixenet, onde a vista se resume a pallets, caixas de espumante e funcionários em serviço.

Estaciona do outro lado do galpão, em frente ao elevador que dá acesso ao bar preparado para a esperada degustação. Cada visitante é servido de uma taça de cava e pode petiscar um biscoitinho simples como tira-gosto. Cardápios estão disponíveis pelas mesas para quem se animar a desembolsar valores extras por alguma versão mais premium da bebida, ou algo diferente para comer.

O caminho da saída passa, obrigatoriamente, pela loja que disponibiliza o portfólio completo da bodega, incluindo acessórios como taças e balde de gelo. Dali, com ou sem sacolas de compra, é só caminhar de volta para a estação. Quem for à tarde deve apertar o passo para não perder o trem para Barcelona, cujo horário costuma ser sincronizado com o tempo das visitas – em torno de 1 hora.

Vale a pena?

Para quem é fã de cava e/ou da marca Freixenet, com toda certeza! A mesma coisa vale para quem tem tempo de sobra em Barcelona ou é iniciante em visitas a vinícolas.

Já aos que estão com tempo cronometrado na terra de Gaudí, ou já se perderam por vinhedos mundo a fora, sinceramente não é algo essencial. Caso faça parte desse grupo, não tenha nenhum constrangimento em deixar a visita para uma próxima viagem a Barcelona.

6 comentários em “Freixenet: visita à maior produtora de cavas do mundo”

  1. Avatar

    Oi Tony,
    Se eu utilizar a opção do Freixetren, posso ir e voltar a qualquer horário do trem? Claro que vou agendar a visita guiada na Freixenet, pela manhã, mas gostaria de voltar no final da tarde de Sant Sadurni d Anoia.
    Obrigada

    1. Tony

      Prezada Daniella, você pode ir e voltar no horário que preferir. Pode ver todas as informações atualizadas sobre o Freixetren aqui. Precisando de qualquer outro esclarecimento, estamos aqui para tentar ajudar. Abraço.

  2. Avatar

    Olá, Tony.
    É possível comprar o Freixetren online? Caso não seja, gostaria de saber se eu posso reservar a visita antes de comprar o Freixetren (ex.: eu reservaria a visita agora e só estaria em barcelona por 5 dias no final de julho, portanto compraria o Freixetren com pouca antecedência).
    Obrigada!

    1. Tony

      Prezada Ana Beatriz, o Flexitren não pode ser comprado online, e por isso acaba resultando um produto complicado para quem é estrangeiro. Mas sim, pode reservar a visita primeiro, avisando que vai aproveitar o produto Freixetren, e depois comprar o Freixetren já em Barcelona. Abraço.

    1. Tony | PASSAPORTE BCN
      Tony | PASSAPORTE BCN

      Bom dia, Luciana, é impossível dizer, tudo vai depender do ritmo da visita. No final da visita há tempo para uma degustação, seria uma pena ter que sair correndo para pegar o trem.

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